Seminário analisa conservação da água da Amazônia na Semana Internacional do Meio Ambiente

Embrapa Meio Ambiente 31/05/2019

Por Cristina Tordin, Embrapa Meio Ambiente

Projeto Fundo Amazônia - Foto: Lauro Pereira

De 4 a 6 de junho, como parte integrante das comemorações da semana do meio ambiente e dia internacional de meio ambiente em Alta Floresta, MT, pesquisadores da Embrapa e de um conjunto de instituições parceiras, em evento dos Projetos “Avaliação Econômica de Serviços Ecossistêmicos no Bioma Amazônico/Fundo Amazônia (ASEAM)” e “Olhos D´água da Amazônia”, promovem seminário de integração técnica com ênfase nos temas solo, água e carbono nas Bacias Hidrográficas Mariana I e II.

Conforme Lauro Pereira, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e um dos coordenadores do evento, o objetivo é conhecer as pesquisas realizadas, os resultados alcançados e aqueles a serem obtidos, a fim de promover discussões e integração técnica entre os pesquisadores, professores e extensionistas, além de agricultores, envolvidos nos referidos projetos.

A primeira atividade será uma visita às bacias hidrográficas Mariana I e II para reconhecimento de suas áreas, dos sistemas de uso das terras e manter contatos com os produtores rurais e representantes de comunidades.

A abertura do evento será feita pelo prefeito de Alta Floresta, Asiel Bezerra de Araújo e pela secretaria de Desenvolvimento, Célia Maria de Castro, e logo depois serão apresentados os projetos por Sérgio Tôsto, pesquisador da Embrapa Territorial (Campinas, SP) e líder do projeto ASEAM, e por José Alesandro Rodrigues, da Secretaria de Desenvolvimento, Direção de Meio Ambiente e coordenador do projeto Olhos D´Água.

Ainda no primeiro dia, haverá apresentações sobre o estudo da água nas bacias hidrográficas, por Solange Arrolho, a degradação de solos na Bacia Mariana, por Delmonte Roboredo, a influência antrópica da área rural na qualidade da água por Lauriano Antônio Barella, atributos do carbono orgânico do solo na região de Alta Floresta, por Elizabeth Teixeira, todos professores da Universidade do Estado do Mato Grosso, além do uso e cobertura das terras das bacias hidrográficas Mariana I e II, por Carlos Quartaroli, pesquisador da Embrapa Territorial.

No segundo dia, Sergio Galdino, pesquisador da Embrapa Territorial apresenta o Software InVest e a equação Universal de Perdas de Solos, Cornélio Zalim, pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril fala sobre a qualidade e quantidade de água, Marco Gomes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente aborda os parâmetros de qualidade e quantidade de água e Lauro Nogueira Jr, pesquisador da Embrapa Territorial, fala sobre estoque e sequestro de Carbono em floresta e sistemas de produção agrícola.

Logo após, os participantes serão divididos em grupos de trabalho nos temas Solos, Água e Carbono para discussão de propostas de trabalho e elaboração de cronograma de atividades a serem realizadas.

Sobre os projetos

O Projeto ASEAM tem por objetivo a quantificação e valoração econômica de serviços ecossistêmicos e a ampliação da rede de beneficiários de conhecimentos e de experiências consolidadas sobre serviços ecossistêmicos e ambientais no Bioma Amazônico. Também visa ao treinamento de agricultores, mulheres, jovens rurais, técnicos e tomadores de decisões em serviços ecossistêmicos, financiado pelos Governos da Alemanha, Noruega e Brasileiro.

O Projeto Olhos D'Água da Amazônia visa promover a conservação das águas, nos Programas de Regularização Ambiental (PRA) ou de Guardiões da Água. A regularização ambiental inclui cerca de 2040 propriedades rurais. Já foram efetivados mais de 5 mil hectares de áreas com a recuperação das nascentes e cursos de rios, por meio da regeneração natural e de sistemas agroflorestais. O Programa Guardiões de Águas visa ao pagamento por serviços ambientais para famílias rurais que mantêm áreas de preservação permanentes na captação de água.

São parceiros a Embrapa Territorial, Embrapa Meio Ambiente e Embrapa Agrossilvipastoril, além do Instituto Centro de Vida, BNDES, Universidade do Estado de Mato Grosso, Comitê de Bacias Hidrográficas do Baixo Teles Pires e Direção de Meio Ambiente da Prefeitura do Município de Alta Floresta.