Parque Tecnológico de Itaipu e Copel capacitam uso da energia fotovoltaica na agricultura

Emater PR 21/12/2018

Experiência inédita facilita difusão do conhecimento dos sistemas de geração de energia entre agricultores do Paraná

Por Assessoria de Imprensa da Emater PR

Nos dias 11 e 12 de dezembro, em Toledo, foi realizado Curso sobre Energia Fotovoltáica Aplicada à Agropecuária, dirigido a Extensionistas da Emater de 25 municípios das regiões de Toledo e Cascavel. A capacitação foi ministrada por especialistas do Parque Tecnológico da Itaipú (PTI) e da Copel.

O gerente Regional da Emater de Toledo, Ivan Decker Raupp, avaliou que a capacitação superou a expectativa. Além da qualidade dos conteúdos repassados de forma prática e objetiva, o PTI também desenvolveu planilhas para dimensionamentos de sistemas, de fácil utilização pelos extensionstas a campo. Salientou que o trabalho com sistemas de micro geração de energia é uma das pautas prioritárias do Programa Oeste em Desenvolvimento e também  faz parte de diretriz do Instituto Emater, de incentivar a adoção de sistemas sustentáveis de produção.

Outro fator que levou a Emater a procurar o PTI para qualificar técnicos da Emater na região Oeste foi a demanda crescente por informações e, inclusive, financiamentos de sistemas fotovoltáicos por agricultores da região oeste. O custo crescente da energia elétrica e o uso cada vez mais intensivo desta nos sistemas de produção comuns na região Oeste como piscicultura, bovinocultura leiteira, agroindústria familiar, avicultura e suinocultura é que tem levado muitos produtores a procurar informações a respeito de micro sistemas de geração de energia.

Segundo o Coordenador da Capacitação, Engenheiro Eletrecista Marcos Kurata, essa foi uma experiência inédita e muito importante para facilitar a difusão do conhecimento dos sistemas de Geração de Energia Fotovoltáica aos agricultores da região Oeste do Paraná. A Emater nos provocou a estruturar essa capacitação, que agora também está sendo demandada por Cooperativas da Região Oeste.

Segundo Marcus apenas 5,5% da energia fotovoltáica é gerada com o objetivo de atender atividades agropecuárias. Avalia que, como os extensionistas tem acesso direto aos agricultores, poderão contribuir muito para difundir essa oportunidade junto aos mesmos.

O incremento da utilização dos Sistemas de Geração de Energia por meio da instalação de painéis fotovoltáicos é favorecido pelo custo cada vez menor dos equipamentos utilizados e pela análise da recuperação dos investimentos em comparação com a vida útil dos sistemas, o que, no fim das contas, colabora também para a renda no meio rural.

Outro aspecto favorável é a existência de linhas de crédito subsidiadas para os produtores que se enquadram no Pronaf. Hoje é possível o financiamento via Pronaf Eco, com taxas de 2,5 % ao ano e com até 10 anos para pagamento do investimento. Todavia, em que pese todos os aspectos favoráveis, cada propriedade rural tem uma realidade que deve ser analisada com muito critério. Neste contexto, o papel principal do técnico da Emater é levar informações qualificadas e isentas ao agricultor que ajudem ao mesmo tomar a melhor decisão sobre a viabilidade técnico e econômica no caso específico da sua propriedade.

Experiências na Região Oeste
Alguns produtores da região Oeste já procuraram a Emater onde foi elaborado os projeto para financiamentos destes sistemas via PRONAF Eco. É o caso do agricultor familiar Jairo Elizeu Friske do município de Toledo que procurou a Emater de Nova Santa Rosa e financiou um sistema fotovoltáico no valor aproximado de R$ 154.000,00 para diminuir as suas despesas com aeradores utilizados em 2 ha de tanque destinados a produção de tilápia. Nesta propriedade o sistema começou a funcionar em setembro de 2018 e a projeção é que o investimento se pague nos primeiros 6 anos. Como o equipamento é financiado em até 10 anos e tem garantia de vida útil de pelo menos 25 anos com 80% da capacidade o agricultor espera economizar R$ 28.000,00 anualmente após o pagamento do investimento. Outros produtores também já procuraram a Emater e financiaram sistemas para agroindústria familiar, avicultura, bovinocultura de leite e suinocultura.