ILPF recebe incentivo no Oeste do Paraná

Embrapa Florestas 23/11/2018

Projeto Bioeste Florestas é coordenado pela Embrapa Florestas, com a parceria da Emater PR, Itaipu Binacional e CIBiogás

Da Redação FEBRAPDP

Fotos: Katia Pichelli/Embrapa

As propriedades dos agricultores Pedro Marin, de Missal, PR, e Gilmar Ribeiro Sanches Munhão, em Terra Roxa, PR, foram o cenário para dois dias de campos sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), realizados esta semana na região Oeste do Estado. A proposta é difundir entre os produtores locais os benefícios do sistema silvipastoril, que conjuga bovinocultura de leite e floresta numa mesma área, e pode atuar diretamente no aumento de produtividade e, por conseguinte, na elevação da renda dos produtores. Tudo isso com um viés conservacionista.

Um público de 300 pessoas, formado por produtores, técnicos agrícolas e extensionistas compareceu aos dois eventos. Entre as principais vantagens do sistema apresentadas estiveram o conforto térmico ao gado, com reflexo direto na produtividade do rebanho; o sequestro de carbono, auxiliando na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas; e a possibilidade de um novo produto para a propriedade rural: a madeira.

Os dias de campo fazem parte do Projeto Bioeste Florestas, coordenado pela Embrapa Florestas, com a parceria da Emater PR, Itaipu Binacional e CIBiogás. O Bioeste foi criado para dar bases mais sólidas ao plantio de árvores para a produção de energia no Oeste do Paraná, uma região que tem importância estratégica na produção de grãos e de proteína animal. As cadeias produtivas locais necessitam de biomassa florestal para geração de energia térmica. Entre as principais formas de utilização estão a secagem de grãos, as caldeiras das agroindústrias, o aquecimento de aviários ou em outras atividades do agronegócio.

De acordo com a Embrapa, essa demanda por biomassa de madeira contrasta com a baixa tradição da região em plantios florestais com fins produtivos e ganha importância com o déficit dessa biomassa, que aumenta na mesma medida do crescimento do setor agroindustrial local. Os sistemas silvipastoris podem ajudar a suprir parte desta demanda.

Perfil das propriedades

A área silvipastoril de Pedro Marin, em Missal, tem 4,5 hectares plantados com eucaliptos desde o ano de 2005, com gado de leite. Além do conforto térmico animal, a propriedade já realizou colheita de árvores e a madeira foi utilizada parte na propriedade e parte foi comercializada em serrarias locais. A área ainda dispõe de mais 110m³ de madeira para serraria. Durante o dia de campo, a programação contou com quatro estações: gestão da atividade leiteira na propriedade rural; árvores na pastagem; reforma/renovação do sistema silvipastoril e manejo da pastagem.

Já a área de Gilmar Munhão, em Terra Roxa, é mais recente: os 13,8 hectares plantados com eucaliptos foram implantados em 2013, conjugados com gado de leite. As estações do dia de campo abordaram gestão da atividade leiteira, produção de madeira, controle de formigas cortadeiras e manejo da pastagem.

 

Com informações de Katia Pichelli, Embrapa Florestas