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ILP: Mais palhada, mais produção animal, solos fortalecidos

 


Estudo conduzido no Paraná desmistifica crença de que gado atrapalha soja e, pelo contrário, revela resultados muito favoráveis à ILP


Da Redação FEBRAPDP



Ronaldo Hojo apresenta resultados dos experimentos
em Dia de Campo no IAPAR


Não passa de uma crença a ideia de que fazer Integração Lavoura-Pecuária causa compactação do solo. Na verdade, a presença dos animais em áreas de lavoura melhora a performance da soja e aumenta o ganho de peso do gado durante o inverno. Resultados de uma pesquisa conduzida pelo Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), em Santa Tereza do Oeste, PR, atestam o fato com números e desmontam a crença de muitos sojicultores de que o pisoteio bovino causa compactação. 850 produtores conferiram in loco o trabalho apresentado durante dia de campo realizado neste mês de setembro, como parte da 5ª Jornada Tecnológica no Campo – Integração Lavoura-Pecuária.


O experimento conduzido pelos pesquisadores Elir de Oliveira, Ronaldo Hojo, Endrigo de Carvalho e Luiz Antonio Moletta, todos do IAPAR, trabalha há cinco anos a comparação entre lavouras em áreas vedadas (sem animais) e em áreas com pastejo durante o inverno na lotação de 2,5 ou 3 UA/hectare. O estudo revelou que o rendimento de soja na área pastejada é crescente com o passar dos anos. Logo no primeiro ano, o acréscimo foi de 7,2%; no segundo, mais 7%; no terceiro ano, 11%, e no quarto ano, 15% a mais na produção de soja em comparação com a área vedada.


Elir de Oliveira destaca que, do ponto de vista da pecuária, também houve ganho de peso no período de inverno para as novilhas. Em média de 1,08 kg por dia só com forrageiras de inverno e sal mineral, o que significa um ganho de 600 kg de peso vivo por hectare no período de inverno 600 kg, o que equivale a 40 arrobas de peso vivo ou equivale a 22 arrobas de carcaça. Considerando que a arroba hoje está em torno de R$ 150,00, isso significa um valor acima de R$ 3.500,00 de rendimento bruto com a venda da carcaça produzida durante o inverno.


“Isto é muito expressivo, estimula e ajuda a diversificar economicamente a situação da propriedade, ainda mais se considerarmos que temos hoje no Brasil uma situação de dependência muito grande dos produtores com a soja. Há poucas culturas de rentabilidade econômica e durante inverno, como o trigo tem problemas climáticos e de preço. O milho safrinha também tem um custo muito alto e um risco muito grande de geada, chuva na colheita, estiagem. A ILP diminui os riscos e permite a sustentabilidade”, observa o pesquisador.


Muito mais palhada


“O centeio, por exemplo, é muito precoce. Ele emerge quatro dias antes da aveia e tem um crescimento muito rápido e os primeiros pastejos o gado se alimentará do centeio porque a aveia e o azevém estão numa fase muito Inicial ainda e não oferecem uma oferta de forragem para o gado se alimentar. No primeiro, segundo e até no terceiro pastejo o gado se alimenta do centeio, após o terceiro pastejo quando aveia e o azevém já estão com a boa formação, o gado passa a rejeita o centeio porque aveia e o azevém têm uma melhor palatabilidade. Essa rejeição por parte do animal é muito importante porque vai permitir a rebrota do centeio, que vai emborrachar, florescer e o gado não vai se alimentar dele, permitindo um resíduo de palha que, no final do ciclo de pastejo, em setembro/outubro, vai deixar de 3 a 3,5 toneladas de palha por hectare para o Sistema Plantio Direto”, explica Oliveira.





Com mais matéria orgânica no sistema, há o aumento no rendimento de soja. Segundo o pesquisador, como houve um bom manejo das forrageiras de inverno e não foi exaurida toda a palhada do solo para o Plantio Direto, ocorreu o favorecimento do sistema de ciclagem de nutriente, da melhoria macro e microbiológica do solo. O desadensamento do solo também foi muito favorável porque fezes e urina reciclam até 90% das forrageiras com que o gado se alimenta. A ciclagem de nutrientes associada à presença mais abundante de raízes das forrageiras de inverno permite um melhor condicionamento de solo.


O objetivo do trabalho foi avaliar rendimento de soja e o desempenho animal em sistema integrado. Nos últimos anos, tem crescido o interesse e a adoção de sistemas de ILP pelos produtores. Nesse sentido, uma das principais conclusões desse trabalho é a de que as forrageiras de inverno constituem importante potencial para diversificação de cultura, servindo de base para sistemas integrados sustentáveis. “Há benefícios mútuos entre a produção de grãos e produção animal na mesma área. As pastagens de inverno permitem ganhos de peso que sustentam a produção de novilho superprecoce e precoce em sistemas sem a fase de recria”, conclui o estudo do IAPAR.

Redação FEBRAPDP - 28/09/2018 - 10:40:41


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