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Fórum de Inovação em Agronegócio acontece dia 12, no PR

 


Evento reunirá especialista e produtores para enfrentar problemas que vêm ganhando espaço no campo


 


Da Redação FEBRAPDP


 


O Sistema Plantio Direto como ferramenta para enfrentar importantes desafios de produtividade, sustentabilidade e lucratividade. É esse o objetivo do Fórum de Inovação em Agronegócio, que está sendo promovido pela Federação Brasileira do Plantio Direto e Irrigação, FEBRAPDP, no dia 12 de julho, em Cambé, PR.


Palestrantes de peso se juntarão a produtores da região do norte do Paraná para discutir caminhos e soluções. Jônadan Ma, presidente da FEBRAPDP; Fernando Adegas, pesquisador da Embrapa Soja; Daniel Petrelli, da Jacto; Paulo D'Andrea, da Microgeo; Ricardo Ralish, professor da Universidade Estadual de Londrina; Ademir Calegari, pesquisador do IAPAR, e Marie Bartz, da Universidade Positivo, farão palestras e conduzirão um dia de campo na fazenda do produtor Waldomiro Kopp.


“Uma tempestade de ideias”. É assim que Daniel Rosenthal, presidente da Cooperativa de Rolândia e vice-presidente da FEBRAPDP para o Paraná, define o Fórum. Ele explica que o Sistema Plantio Direto enfrenta desafios nesse momento também na região considerada como berço da técnica conservacionista, terra inclusive de Herbert Bartz, um dos pioneiros no sistema.


“Nos últimos anos, o fato de muitos produtores locais serem arrendatários – e o custo do arrendamento estar alto –, tem feito com que alguns conceitos básicos do Plantio Direto sejam deixados de lado em busca de um retorno mais rápido. Por exemplo, a rotação de cultura com nabo, trigo e aveia tem sido esquecida. A prática atual foca apenas na sucessão de soja no verão e milho no inverno com vistas a melhores condições de comercializar no momento da colheita. Os ganhos decorrentes oriundos da agricultura conservacionista para o sistema como um todo estão perdendo espaço”, afirma.


Há outros problemas importantes como a compactação do solo, ocasionado pela adoção de máquinas cada vez mais pesadas e colheitas com chuva e umidade. A queda da produtividade sustentável, que aparentemente não é muito visível, em função de os números apontarem crescimento, mas trata-se de um crescimento apoiado na aplicação cada vez maior de fertilizantes e não no aperfeiçoamento do sistema.


A respeito da rotação de cultura, o pesquisador Ademir Calegari vai falar sobre as novas soluções e novas plantas que podem ser utilizadas para rotação. Segundo o próprio pesquisador, o Paraná e outras regiões do Brasil estão voltando a ter erosão por conta das monoculturas. Nesse sentido, ele apresentará durante o Fórum opções de rotação de cultura, usando, por exemplo, plantas de cobertura individuais como aveia, nabo, centeio, ervilhaca, crotalária, milheto, trigo mourisco. Ele também abordará espécies alternativas para consórcio com milho safrinha.


“Queremos levar opções de cultura para aumentar a diversificação e, consequentemente, viabilizar um Plantio Direto de qualidade, no qual a biodiversidade esteja presente. Os ganhos mais diretos são a redução da ocorrência de nematoides e doenças radiculares por intermédio da melhoria da microbiota do solo e das micorrizas. Assim, podemos aumentar a produtividade com redução dos custos de produção”, observa Calegari.


Outro ponto é ervas daninhas resistentes, que em função da sucessão de soja e milho, se tornou um problema. Há alguns anos, não se falava em buva ou amargoso e agora são problemas sérios na região. O pesquisador Fernando Adegas da Embrapa vai falar sobre isso e como tentar resolver.


Paulo D'Andrea, da Microgeo, vai tratar do tema Atividade Biológica na Sustentabilidade do Plantio Direto. Em sua abordagem, falará de todos os sistemas envolvidos na integração através da adubação biológica e dos fatores químicos, físicos e, naturalmente, biológicos do solo. Explicará seus benefícios para a sustentabilidade do sistema, redundando na sustentabilidade gerando em lucratividade.


“Aproveitando que estamos na Copa, o microbioma do solo seria como um time de futebol, os inoculantes seriam, por exemplo, o goleiro; o centroavante, o defensivo biológico, e por aí vai. Trabalhar com biodiversidade equivale ao trabalho com todos os jogadores. E, ao montar uma biofábrica na sua propriedade, o agricultor está adaptando esse time para trabalhar no seu campo. Efetivamente ele vai ganhar o jogo”, brinca.


Tecnologia de aplicação também está na programação do Fórum. “Alguns produtores podem ter as máquinas mais modernas do mercado, caríssimas, mas por conta de erros bem simples, como bicos errados, vazão errada, a utilização do equipamento acaba sendo mal feita e não se traduz nos ganhos produtivos esperados. Serão abordadas ainda práticas como a mistura no tanque. Às vezes é impossível entender como os produtos funcionam quando se mistura herbicida, micronutriente, fungicida, inseticida ao mesmo tempo dentro do tanque”, lembra Daniel Rosenthal.


Com relação à medida de qualidade, o destaque será para o Índice de Qualidade do Plantio Direto (IQP), que precisa ser implantado também na região, segundo Rosenthal. “Entendemos que quem não mede, não gerencia. O IQP será explicado no evento e todos poderão entender quais são e como funcionam esses parâmetros. Assim, poderemos dizer que uma área está com índice bom, realizando Plantio Direto de qualidade. E Plantio Direto de qualidade, rima com sustentabilidade e rima com rentabilidade. Esperamos a presença de agricultores da região junto com seus filhos. Qualquer nova tecnologia que seja abordada, precisa ser adotada não só pela geração atual, mas também pela futura para que tenhamos por muitos anos a cultura de uma agricultura sustentável”, convida.


 


As inscrições podem ser feitas através deste link: https://febrapdp.org.br/forum8


 



 


 

- 22/06/2018 - 16:04:31


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