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16º Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha
Cercas elétricas: o grande desafio da ILPF no Brasil

Proficiência técnica é o caminho para aumentar a produtividade


Da Redação FEBRAPDP


 



Ambientalmente responsável, viável e lucrativa, a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) já está consolidada no Brasil. Divulgado em novembro de 2016, um levantamento conduzido pelo Kleffmann Group, com acompanhamento técnico da Embrapa Meio Ambiente, por meio da Plataforma ABC, constatou que esse modelo de sistema produtivo já ocupa cerca de 11,5 milhões de hectares no país. Os estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina se destacam em área ocupada.


No entanto, as dificuldades de manejo da pastagem ainda esbarram no pouco conhecimento disponível sobre o uso de cercas elétricas, acarretando diversos problemas aos produtores. A tecnologia substitui a estrutura física por choque, fazendo com que o animal respeite os limites sem danificar a cerca. Com melhor desempenho, eficiência e durabilidade, uma boa cerca elétrica pode custar quatro vezes menos do que a convencional.


Ernesto Coser Neto, médico veterinário e gerente comercial nacional da Tru-Test, ressalta que a tecnologia mal empregada vira problema, ao passo que devidamente dominada, a cerca elétrica é a grande solução, promovendo o melhor desempenho das lavouras, mais palhada, melhores sistemas radiculares e mais carne produzida.


“A vocação do Brasil é ter uma pecuária a pasto e a cerca elétrica é a verdadeira colhedeira de pasto. Hoje, formar pastos já não é um grande desafio, o verdadeiro desafio e colher e manejar bem estes pastos e para isto a cerca elétrica é a melhor ferramenta. Outro ponto importante é que não existe ILPF sem cerca elétrica, pois não podemos construir uma cerca convencional para tirar e plantar a próxima lavoura. A cerca elétrica permite esta flexibilidade de pôr e tirar quando quiser. Além de cercar o perímetro da pastagem, o ideal é subdividir e conseguir melhor manejar o pasto e com isto ganhar um melhor perfil de solo, devido ao sistema radicular do capim que desenvolve mais ao ser bem manejado”, explica.


Coser reafirma a falta de informação como a principal razão da falta de sucesso e credibilidade das cercas elétricas no mercado interno. A tecnologia que ainda não é parte da grade de matérias ensinadas nas universidades e cursos agropecuários, também enfrenta o desafio das informações inconsistentes fornecidas pelos fabricantes.


“O mercado da Nova Zelândia, referência mundial em manejo de pastagens, fatura US$3,00 por cabeça de gado ano, enquanto o faturamento no Brasil tem uma estimativa de US$0,10 por cabeça ano. Mas já estamos correndo atrás do tempo perdido e oferecendo muitos treinamentos por todo o Brasil. Hoje temos parceria com muitas universidades e centros de pesquisa, como ESALQ e Embrapa, por exemplo. As pessoas precisam aprender os conceitos básicos sobre a tecnologia da cerca elétrica: dimensionar corretamente o eletrificador, configurar os fios da cerca, aterrar, proteger de raios e oscilações de rede elétrica, etc.”, conclui.

Da Redação FEBRAPDP - 02/03/2018 - 10:06:24


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