Pesquisa e comprovação são as melhores maneiras de aprimorar SPD

Por Fernando Penteado Cardoso 20/07/2017


Por Fernando Penteado Cardoso

Aperfeiçoar o SPD deve ser uma preocupação tanto dos técnicos como dos produtores. Considero o milho safrinha um milagre da nossa agricultura. Produz 6 t/ha de um grão nobre após 3 t/ha de soja, deixando ainda cerca de 3 a 4 t/ha de palha para o Plantio Direto subsequente, isso tudo em grande escala.

Devemos evitar críticas ao sistema, mas sim lutar para melhorá-lo. É recomendável cerca de 10 kg/ha de semente de Brachiaria Ruziziensis misturada ao adubo, quer para pasto quer como simples cobertura. Na falta de tempo, parte da área pode ser semeada por avião antes da colheita da soja. Outro milagre para proteção do solo a custo tão baixo!

Experiências são sempre louváveis, porém, devem der comprovadas em escala comercial antes de serem recomendadas. Quanto aos nematoides, há que lembrar que ocorrem em “reboleiras”, devendo ser combatidos em áreas limitadas com as protelarias ou produtos químicos. Os drones podem ajudar a localizar essas reboleias, para que sejam demarcadas com espécies permanentes como o capim elefante, que não dá sementes.

Não podemos nos entusiasmar com sistemas mal comprovados que venham encarecer os custos. Se promissores, que venham a ser objeto de “unidades piloto” antes de serem recomendados aos produtores. Quanto à rotação de culturas, ótimo se forem lucrativas. O repeteco de suas vantagens nada resolvem enquanto não derem lucro.

Devemos considerar sempre que nossos solos, principalmente de campo e de cerrado, apresentam baixa capacidade de retenção de água quando comparados a solos da Argentina e dos EUA. As plantas suportam períodos sem chuvas mais longos do que entre nós. Os veranicos não são tão desastrosos quanto aqui, onde umidade pode ser preservada pelo sombreamento do solo com uma boa cobertura de resíduos vegetais.