Diagnosticar o solo é optar pela melhor estratégia para a lavoura

04/05/2022

Da Redação FEBRAPDP

Foto: Acervo Embrapa

 

  A segunda parada da Tarde de Campo do 18º Encontro Nacional do Plantio Direto na Palha terá à frente Ademir Calegari, pesquisador do IDR-Paraná e consultor Internacional de Sistema Plantio Direto e Telmo Amado, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Os temas serão Diagnóstico Preciso dos Atributos Físicos, Químicos e Biológicos e Planejamento e Implementação do Sistema Plantio Direto. A apresentação acontece a partir das 14h30, do dia 6 de julho, na Fazenda Escola de Foz do Iguaçu, PR, e faz parte de um conjunto de seis demonstrações práticas programadas.

 

Programação completa e Inscrições

Para saber mais detalhes do 18º Encontro Nacional do Plantio Direto na Palha e do 1º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto e também garantir sua participação, visite o site https://plantiodireto.org.br/18enpdp/. Os eventos acontecem entre os dia 5 e 8 de julho de 2022, em Foz do Iguaçu, PR.

 

Segundo Ademir Calegari, o foco da Estação 2 será mostrar a importância da necessidade de que, diante de sistemas de manejos de qualidade, é preciso, antes de tudo, ter o diagnóstico de qualidade dos perfis de solo como uma ferramenta para ter exata noção do que se tem ali.

“Vamos fazer análises nas camadas de zero a 10 cm, de 10 a 20 cm e de 20 e 40 cm com precisão, com sonda, com retirada de amostras com qualidade. A ideia é mostrar como pode ser determinante para o sucesso da lavoura um detalhamento dos atributos químicos, físicos e biológicos do solo; ou seja, como estão seus macronutrientes e micronutrientes, como se apresenta o problema de compactação e também as questões do desequilíbrio dos organismos presentes, facilitando a ocorrência de nematoides, doenças radiculares, podridões e assim por diante”, detalha.

 

Ainda segundo Calegari, na sequência, será mostrada a importância da biodiversidade e da diversificação. “Para implementarmos qualidade no SPD, usamos a produção de biomassa de cobertura. Precisamos manter esse solo coberto pela maior parte do tempo durante o ano. Temos que implementar a diversificação e fazer a rotação de culturas com mixes compostos por 5, 6, 8 ou mais plantas de diferentes famílias. No entanto, para chegar a essa decisão, é necessário ter como base justamente o diagnóstico feito especificamente para aquele talhão, para aquela fazenda, para aquele sistema produtivo, para aquele tipo de cultura, para aquela área com integração lavoura-pecuária ou não, ou se é voltada para grãos ou para servir de forragem, enfim. A partir daí, serão definidas as diferentes espécies mostradas ali a campo, com seus respectivos efeitos como trazer de nitrogênio através da fixação, ciclagem de fósforo, potássio, enxofre e outros nutrientes e, acima de tudo, o aumento da biodiversidade. Essas plantas, com seus exsudatos radiculares vão explodir a população de microorganismos no solo e essa microbiota gera um efeito extraordinário, contribuindo para o aumento dos inimigos naturais no solo, para solubilização de fósforo e outros nutrientes e devolvendo o equilíbrio tão importante para o solo e, por conseguinte, para a lavoura com sustentabilidade em vários aspectos” detalha.

 

O professor Telmo participará também das explanações sobre o papel das culturas de cobertura em promover a saúde do solo, ciclagem de nutrientes e suporte a biota do solo.