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16º Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha
Degradação dos solos é desafio para segurança alimentar

 


Demanda interna por alimentos pode crescer 100% até 2050


Da Redação FEBRAPDP


 


Divulgado esta semana, o mais recente relatório das Nações Unidas sobre o crescimento da população mundial prevê aproximadamente 10 bilhões de habitantes até 2050. Concentrado nos países em desenvolvimento, esse salto populacional pode aumentar a demanda interna por alimentos em até 100%. Com um cenário de altos índices de degradação dos solos no planeta, desperdício de alimentos e elevação no padrão de consumo, a pressão sobre os recursos naturais exige cada vez mais investimentos para garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva. 


Tema da IV Reunião Nordestina de Ciência do Solo, ocorrida no fim de novembro, no Piauí, o desafio da produção sustentável de alimentos na região foi amplamente abordado no congresso que atraiu mais de 500 participantes. Promovido pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS) em parceria com a Embrapa Meio Norte, o evento teve início com a palestra “Solos inteligentes: um complexo desafio para segurança alimentar e saúde humana”, ministrada pelo Chefe Geral da unidade, Luiz Fernando Carvalho Leite. 


“O assunto está voltado para os impactos das inovações tecnológicas na agricultura, mais especificamente associadas ao manejo do solo sobre a produção de alimentos com qualidade. Para se garantir uma produção sustentável de alimentos, com reflexos positivos na saúde humana, é essencial a adoção de tecnologias que estejam direcionadas para solos saudáveis e inteligentes, considerados aqueles com múltiplos serviços, que possibilitam o aumento sustentável da produtividade e mitigação de gases de efeito estufa e que apresentam maior resiliência e adaptação aos sistemas agrícolas.”, afirma. 


Luiz Fernando acredita no estabelecimento de políticas públicas para ampliação do conhecimento do produtor rural sobre tecnologias, como o plantio direto e integração lavoura-pecuária-floresta para o processo de recuperação dos solos. Ele ressalta o amplo espectro conservacionista das técnicas que, mesmo fortemente inseridas na agricultura nacional, ainda precisam ser integralmente dominadas e aplicadas pelos produtores. 


“O sistema plantio direto pode ser considerado uma revolução na agricultura brasileira. Seus impactos positivos sobre o controle da erosão, incremento na atividade biológica, nos teores de matéria orgânica e o sequestro de carbono, tornando-o uma estratégia preconizada pelo Plano ABC, têm sido fundamentais para a saúde do solo e para o aumento da produtividade agrícola, sempre em uma lógica de intensificação sustentável, contribuindo assim de maneira significativa para a segurança alimentar e saúde humana. Apesar disso, ainda há muitas lacunas de conhecimento sobre o sistema e mais ainda quando associado à ILPF, aqui, em especial na região conhecida como Matopiba. O estabelecimento de espécies para culturas de cobertura que apresentem elevado aporte de resíduos e para produção de forragem, são ainda fortes necessidades dos produtores da região.”, comenta. 


Leite analisa o cenário atual e reitera a crescente necessidade de aperfeiçoamento do manejo de solos inteligentes, por meio de sistemas produtivos integrados, não somente para garantir a saúde do solo e a segurança alimentar, mas também a redução da pobreza. 


“Torna-se inexorável o estabelecimento de uma agenda de pesquisa e inovação, nestes sistemas, voltada para o avanço no conhecimento nos mecanismos solo-planta, para a quantificação e monitoramento das emissões de gases de efeito estufa e para construção de uma ampla base de dados, com auxilio de modelagem e simulação, que serão extremamente úteis para formulação de políticas públicas. Além disso, novas oportunidades, com ampliação de recursos, deverão surgir para projetos de pesquisa calcados em um modelo de agricultura mais limpa, na lógica ganha-ganha, como o plantio direto e a integração lavoura-pecuária-floresta ou as agroflorestas, que deverão ser acompanhadas por projetos de transferência de tecnologia, como a adoção de programas de capacitação para pequenos produtores e da garantia de subsídios à produção agrícola no contexto da intensificação sustentável”, pontua.

- 08/12/2017 - 11:39:00


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