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Agroenergia é a segunda maior fonte de energia primária no Brasil


Energia limpa em alta na agricultura

 

Da Redação FEBRAPDP

 

 

Irrigador Solar
Irrigador Solar
De acordo com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a agroenergia já é a segunda maior fonte de energia primária utilizada no país. Referência mundial na produção de energia menos poluente e mais acessível, o Brasil investe na substituição dos combustíveis fósseis pelo uso de energia limpa. O legado do Plano Nacional de Agroenergia (2006-2011) contempla as diretrizes para pesquisas com biodiesel, etanol, resíduos agropecuários e florestas energéticas cultivadas. 

Ainda com grande participação das hidrelétricas, petróleo e derivados, a diversificada matriz energética brasileira vem aderindo amplamente à energia eólica e solar nos últimos anos. Terceiro maior produtor de biocombustíveis no mundo, o Brasil conta com polos eólicos no Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará e Rio Grande do Sul. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Ministério de Minas e Energia (MME) estima que até 2024, cerca de 45% da energia nacional disponível para transformação seja renovável, atingindo até 700 mil consumidores com painéis fotovoltaicos instalados em seus telhados. 

A demanda de energia para agricultura e o alto custo que representa para a produção agrícola tem motivado investimentos governamentais em alternativas e inspirado projetos no campo. Carlos Reisser Junior, pesquisador do laboratório de Agrometeorologia da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS), conduz um trabalho de avaliação de geradores de energia elétrica, eólicos e fotovoltaicos de pequeno porte conectados à rede elétrica, visando produzir renda na propriedade agrícola familiar. A iniciativa desenvolvida em parceria com o Instituto Federal de Educação (IFSul) e a Universidade Católica de Pelotas (UCPel), também prima pela capacitação de alunos de engenharia e cursos técnicos para formar mão de obra especializada. 

O pesquisador afirma que é grande a expectativa de adoção desse tipo de tecnologia no meio rural, porque além de lucrativa como negócio, pode vincular à grandes empreendimentos um selo de conservação ambiental. Ele cita o exemplo local da Vinícola Guatambú, marca que já desfruta dos benefícios de comercializar vinhos produzidos à base de energia solar. 

“Atualmente, o investidor não recebe dinheiro, mas abate o valor gerado de sua conta ou se existe sobra de energia gerada, somente pode ser compensada em um período de três anos. o máximo que um produtor pode instalar é o que consome, o que normalmente é valor pequeno. Estamos tentando mudar isso junto à classe política do Estado, e buscando soluções para aumentar a potência instalada na propriedade rural para gerar valores mais expressivos. O Rio Grande do Sul também esta tentando elevar os limites de geração que são isentos de ICM, que é o imposto mais importante que incide sobre a geração de energia ”, explica. 

Com o primeiro projeto de geração distribuída ligada oficialmente a uma das maiores distribuidoras de energia do Rio Grande do Sul (CEEE); seis sistemas no sul do Estado e mais um sendo instalado no sudoeste do Paraná, em Marmeleiro, o objetivo é comprovar a viabilidade econômica da tecnologia para o produtor familiar. O intuito é transformar a energia elétrica em um novo produto agrícola. 

“Não sei quantos geradores de pequeno porte temos instalados na região, mas depois de instalarmos os primeiros, em 2014, já foram mais de 200 instalações na região de abrangência da distribuidora CEEE, e a procura por novas instalações é grande. Quase todos são projetos fotovoltaicos”, revela Carlos. 

Outro grande sucesso do segmento é o Irrigador Solar, desenvolvido pelo pesquisador Washington Luiz de Barros Melo, da Embrapa Instrumentação, já alcançou notoriedade mundial. O sistema de irrigação por gotejamento controlado por meio de luz solar e da gravidade é próprio para agricultura familiar, hortas comunitárias, jardins térreos, floricultura, casa de vegetação e hidroponia. O equipamento é formado por quatro recipientes recicláveis conectados, com um deles atuando como gerador de pressão por captação da energia luminosa. A tecnologia social disponível em manuais que podem ser solicitados à Embrapa, também pode ser acessada pelo link. https://www.youtube.com/watch?v=QwBneVEyyBE 

“Diversas pessoas tem buscado essa tecnologia para construir em casa, como também estudantes secundários e universitários para fazerem seus trabalhos, ONGS e projetos, como Enactus e Rondon, já construíram e instalaram em comunidades no Acre. Os números são incertos, porém a busca no SAC da Embrapa é a maior nos últimos anos. Já encontrei sites estrangeiros comentando sobre o irrigador solar. Tomou uma dimensão que não temos controle numérico. Há um empresário da África do Sul muito interessado em levar para alguns países africanos. Sei que já chegou a Angola e Moçambique. Nas feiras como a Hortitec e Agrishow é muito procurada por pequenos agricultores, principalmente aqueles que não têm energia elétrica em sua propriedade”, conta Melo.


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