Irrigação por gotejamento usada no Brasil pode ajudar agricultura de Cabo Verde

24/11/2017


99,7% das atividades agrícolas no país são familiares e reserva hídrica subterrânea baixou a quase dois quintos

 

Por Assessoria de Imprensa do Mapa

 

 

Kits de irrigação por gotejamento foram recomendados pelo ministro Maggi e terão recursos adicionais em 2018 no Mapa. Foto: Antonio Araújo
Kits de irrigação por gotejamento foram recomendados pelo ministro Maggi e terão recursos adicionais em 2018 no Mapa. Foto: Antonio Araújo
Um convênio de cooperação técnica entre a Embrapa e o governo de Cabo Verde foi uma das sugestões do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, ao seu contraparte, o ministro Gilberto Silva, como solução para compensar problemas de estiagem enfrentados no país africano. 

Durante audiência na quarta-feira (22) em seu gabinete em Brasília, Maggi ouviu do colega que 99,7% das atividades agrícolas em Cabo Verde são familiares e que, por causa do baixo índice pluviométrico na região, a reserva hídrica subterrânea baixou a quase dois quintos. 

Diante das dificuldades criadas pela seca no arquipélago, Maggi sugeriu ao colega cabo-verdiano o uso de kits de irrigação por gotejamento de tecnologia israelense. O Mapa tem distribuído esses kits a pequenos agricultores com resultados eficientes. “Com pouco uso de água, a produção tem aumentando muito nas propriedades que utilizam a tecnologia”, observou o ministro. 

A resposta positiva desse tipo de irrigação, de acordo com Blairo Maggi foi determinante para a sua decisão de ampliar o programa no próximo ano, destinando mais recursos do orçamento para compra, distribuição e treinamento dos pequenos agricultores para uso dos kits.

 

Mais Alimentos

Silva pediu ao Mapa apoio para que Cabo Verde ingresse no programa Mais Alimentos Internacional, voltado para o financiamento de maquinário e equipamento para agricultores familiares africanos. 

O Mais Alimentos Internacional é uma iniciativa intersetorial do Governo brasileiro que contempla três áreas de trabalho: cooperação técnica; financiamento para exportação de máquinas e equipamentos agrícolas e relacionamento com o setor industrial para a aquisição desses equipamentos.