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Plantio Direto é o motor da agricultura nacional


Boas práticas preservam lavouras durante intempéries climáticas no Paraná

 

Da Redação FEBRAPDP

 

Das intempéries climáticas e econômicas à precariedade dos investimentos governamentais em pesquisa e extensão técnica no campo, o Sistema Plantio Direto, inserido parcial ou integralmente em mais de 90% da área agrícola nacional, é considerado o motor da agricultura brasileira. E mesmo longe de ser adotada em sua plenitude, a técnica ambientalmente sustentável tem sido fundamental também para mitigar os desafios impostos pelo longo período de estiagem do inverno e as fortes chuvas trazidas pela primavera no Paraná. 

Depois de enfrentar o adiamento da semeadura do milho e do feijão, o prejuízo à primeira florada do café e ao crescimento das pastagens, o aumento da demanda hídrica das hortaliças e a ocorrência de queimadas na região, os produtores estão com as atividades parcialmente interrompidas devido às fortes chuvas dos últimos dias. 

Dados coletados na estação meteorológica do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), em Londrina (PR), registraram o dobro da quantidade média de chuvas ao longo do mês de outubro. Angela Costa, da equipe técnica de monitoramento agroclimático do IAPAR, revela que as anomalias devem estar previstas para persistir por mais três meses consecutivos. 

“No mês de outubro as chuvas foram oriundas das passagens dos sistemas frontais (frente fria), de áreas de instabilidade e também de sistemas de baixa pressão, formados no Paraguai e Mato Grosso do Sul, que ingressaram no Paraná. A partir do dia 20 ocorreram chuvas significativas, de moderadas a fortes, acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento forte. Os temporais mais severos foram principalmente nos setores Oeste e Norte do Estado. As chuvas ficaram acima da média na maioria das regiões do Estado”, explica ela.















Em relação à relevância do SPD, Manoel Henrique Pereira Junior, herdeiro de Nonô Pereira, precursor do Plantio Direto no país, considera a adoção da técnica um fator indispensável para se manter na atividade atualmente. Produtor na região de Campos Gerais, ele reafirma a necessidade de promover o manejo correto do solo para a superação das variações de clima. 

“Temos adversidades climáticas, normalmente o clima não é o mesmo a cada ano, existindo mudanças pontuais que não se repetem no ano seguinte, mas isto faz parte do jogo e do negócio, nunca foi e nunca será fácil ter uma indústria a céu aberto. Graças ao SPD conseguimos contornar estas situações de crises climáticas pontuais e sair com menores prejuízos do que quando se fazia plantio convencional. Isso é muito claro nas áreas que sofreram com grandes volumes de chuva em pouco tempo, ou nas lavouras que conseguiram resistir à estiagem por terem um bom perfil de solo, devido à cobertura de palha originária da sua decomposição”, compara. 

Vice-presidente local da Federação Brasileira de Plantio Direto (Febrapdp), Manoel pontua o trabalho incansável da entidade, mas reitera a estagnação do Plantio Direto provocada pela falta de políticas públicas competentes para levar tecnologia correta aos pequenos produtores. Ele também pontua a falta de espaço para o tema na mídia e o interesse comercial desenfreado no segmento. 

“O SPD se tornou comum na prática da agricultura brasileira, ninguém mais fala dele com o respeito e importância que merece. Não houve retrocesso nesta questão, faltou avanço, o que é muito pior! Acontece há muito tempo uma situação de estagnação e comodismo por parte da área técnica. A área privada se dedica com extrema competência ao seu resultado comercial, onde impera o faturamento acima de qualquer custo e deixa de lado com seus pacotes e “receitas de bolo” a preocupação com o bom andamento das técnicas de SPD. E a área estatal por sua vez carece de apoio e investimento, não tendo os recursos necessários para dar continuidade a pesquisa e extensão. Precisamos urgentemente sensibilizar nossos governantes para que voltem a injetar recursos na área estatal. A extensão da técnica rural é fundamental para que a tecnologia correta chegue ao campo, atendendo principalmente o pequeno produtor que tanto carece de informação”, analisa. 

Sergio Higashibara, produtor fiel às boas práticas de conservação do solo e meio ambiente, em Mauá da Serra, partilha da mesma opinião. Higashibara chama atenção para as dificuldades causadas pelos altos custos de produção agrícola e para postura meramente fiscalizadora do Estado frente à situação. 

“O meu depoimento é de um agricultor que quer deixar para filhos e netos um solo em boas condições de ser trabalhado por longos anos. Para isso é preciso um bom manejo e o Plantio Direto, que começamos desde 1974, em Mauá da Serra, e foi a melhor alternativa para se conseguir isso. Na minha região, se pratica o plantio da soja no verão e no inverno, safrinha de milho de uma forma incorreta, formando pouca palhada. Mas tenho notado que em áreas onde há uma boa cobertura, mesmo em terrenos declivosos, não tem causado tantos estragos. O Estado deveria praticar preços mínimos e honra-los não só no papel. Em momentos de preços baixos fazem agricultores praticarem coisas incorretas. Devido à descapitalização muitas vezes diversificamos e caímos na falta de mão de obra para aquele momento, aí enfrentamos mais dificuldades. Só de imaginar tudo isso em plantio convencional dá até arrepios. Imagino que não conseguiria pagar nem os custos com combustível. Plantio Direto nesses longos anos foi e será sempre a melhor solução”, garante.

Lavoura de Sergio Higashibara em Sistema Plantio Direto
Lavoura de Sergio Higashibara em Sistema Plantio Direto


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