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Alterações climáticas comprometem a produtividade catarinense


Trigo e culturas de verão sofrem danos em Santa Catarina

 

Da Redação FEBRAPDP

 

Acentuadas alterações climáticas ameaçam o desempenho agrícola catarinense nos últimos meses. Além de retardar o plantio das lavouras de milho, feijão e soja, a seca atípica registrada em agosto e setembro e o excesso de chuvas ocorrentes em outubro, comprometeram em 30% a produtividade do trigo. A estimativa do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) é de 163,4 mil toneladas para 2017/18, comparadas 229 mil toneladas colhidas na safra anterior. 

De acordo com Alberto Höfs, engenheiro-agrônomo, pesquisador e Supervisor Técnico da Epagri, o impacto econômico do atraso no plantio das culturas de verão ainda não pode ser mensurado. No entanto, considerando as previsões climáticas, o desempenho não deverá ser tão abundante quanto na última colheita. Dados do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia do Estado (Ciram) apontam um novembro chuvoso e com temperaturas abaixo da média, seguido por um período mais quente e com menores índices pluviométricos em dezembro e janeiro. 

“Algumas regiões registraram apenas 10% da chuva normal para o mês de setembro, o que atingiu a cultura do trigo que estava em fase reprodutiva. Observa-se que há uma interdependência entre as sucessivas safras, pois o atraso nas culturas de verão pode afetá-las em janeiro e fevereiro, quando a escassez de chuvas é frequente, além de atrasar o plantio de safrinha em áreas onde as condições climáticas permitem. Associando os atrasos no plantio à previsão do tempo, sendo janeiro um mês importante para as culturas de milho e soja em relação à necessidade de água, isto pode causar prejuízo às lavouras”, comenta. 

O pesquisador explica que a seca reduziu a velocidade de crescimento do trigo e prejudicou a fase reprodutiva das plantas, dificultando o enchimento de grãos. Outro desafio citado é o comprometimento da colheita, em períodos muito úmidos, podendo resultar em grãos de qualidade inferior, muitas vezes destinados à ração animal. Também foram afetadas culturas como aveia e azevém, utilizadas como palhada para cobertura de solo e dessecadas para o plantio das culturas de verão. 

“Geralmente, o agricultor planta no início da abertura da janela de plantio para conseguir colher mais cedo, e obter preços melhores, e, em algumas regiões, plantar a segunda safra, obtendo melhores retornos financeiros por área, além de escapar de possíveis estiagens de janeiro e fevereiro. Com isto, o agricultor aumenta a rentabilidade da sua propriedade e reduz a ociosidade de suas máquinas. Pensando no mercado, o atraso pode encarecer o produto devido à escassez e também retarda a chegada de novos produtos de qualidade à mesa do consumidor com preços mais acessíveis. No transporte, pode haver uma busca maior por caminhões na colheita, elevando preço de frete, pois o atraso pode concentrar o plantio numa janela menor o que resultará numa colheita mais compacta”, analisa. 

Alberto registra a importância do trabalho da Epagri para o desenvolvimento e aplicação de diversas tecnologias de mitigação de problemas desta natureza no campo, trabalhando com cultivos protegidos, genótipos mais adaptados e tolerantes ao calor e ao frio e plantas de coberturas, observando também os impactos diretos causados ao solo. 

“A escassez de água provoca uma diminuição na população de microorganismos e com isso ocorre uma menor velocidade de transformação dos elementos orgânicos. No dossel vegetativo que cobre o solo há uma menor produção de massa seca que não fornecerá boa cobertura para o solo; e as chuvas terão maior impacto sobre o solo causando crostamento, compactação e erosão. A cobertura do solo diminui a compactação causada pelas máquinas e evita a perda de água através da evaporação, permitindo que a cultura tenha o provimento de água por mais tempo, além de suas raízes permitirem a infiltração de água ao longo do perfil”, afirma.

 

Irrigação no Estado

Sem tradição irrigante, a agricultura catarinense normalmente conta com estações definidas e regime de chuvas regulares. As pequenas propriedades situadas em áreas declivosas são geográfica e economicamente incompatíveis com os investimentos necessários para a adoção das tecnologias de irrigação. Por outro lado, devido ao bom preço das commodities nos últimos anos, os agricultores locais contam um bom parque de máquinas, que pode conseguir minimizar os danos com plantios e colheitas mais rápidos e dinâmicos. 


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