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Fórum reúne vanguarda do manejo de plantas daninhas no Paraná


Amigos da Terra pela agricultura conservacionista

 

Da Redação FEBRAPDP

 

 

Diretoria da FEBRAPDP com representantes das empresas participantes do Amigos da Terra e palestrantes
Diretoria da FEBRAPDP com representantes das empresas participantes do Amigos da Terra e palestrantes
Recentemente, o Fórum sobre Manejo da Resistência de Plantas Daninhas ganhou notoriedade entre a comunidade agrícola, no Oeste Paranaense. Na vanguarda de uma pauta pertinente à agricultura no país, o encontro foi organizado pela Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP) e Amigos da Terra, juntamente com o Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) e o Sindicato Rural Patronal de Cascavel, no dia 19 de setembro, em Santa Tereza do Oeste, no Paraná. 

Com o apoio da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), o fórum foi uma proposta “Amigos da Terra”, projeto que agrega a FEBRAPDP e diversas empresas do setor em prol da agricultura conservacionista no Brasil. Associações de produtores e grandes corporações como a Bayer, Adama, Dow Agrosciences, Jacto, Microgeo, Penergetic, FMC, Wiser, Associação Brasileira dos Produtores de Soja (ABRASS), Associação Goiana de Produtores de Sementes e Mudas (AGROSEM) e Fundação Agrisus patrocinaram o evento. 

Palestras, testemunhos e debates sobre resistência de plantas daninhas a herbicidas, manejo, diversificação e rotação de culturas, tecnologia de aplicação e novas tecnologias foram os assuntos apresentados ao longo do dia. Cerca de 100 produtores e técnicos locais estiveram presentes e o encerramento contou com uma discussão aberta a todos os participantes. 

Alfonso Sleutjes, presidente da FEBRAPDP, ressaltou que os herbicidas são apenas parte da solução para o controle das plantas daninhas. E que o conteúdo proposto pelos especialistas converge no ponto crítico da questão, que é a necessidade de adequação no manejo utilizado no campo. 

“Tivemos público que veio de até 400 km de distância, inclusive com 10 membros do Paraguai. Esse problema da resistência de plantas daninhas não tem barreira física, é para todos os agricultores trabalharem em conjunto para evitarem problemas futuros. O número de moléculas que vem aparecendo no mercado é cada vez menor, há dificuldade, tanto o desenvolvimento quanto para o registro de moléculas, então temos a responsabilidade, como produtores e técnicos, de buscar a maior longevidade dessas moléculas. O que tem que ser feito é a mudança no manejo, não é o herbicida que vai trazer a solução, o herbicida é parte da solução, então a importância do Sistema Plantio Direto com uma boa palhada para inibição de germinação de buva, a rotação de princípios ativos. O herbicida é mais um elemento para o controle de plantas daninhas. E outro aspecto bastante conversado foi a tecnologia de aplicação porque uma subdose ou uma dose elevada de herbicida pode favorecer a resistência das plantas daninhas. Porque o grande problema hoje é a colheitadeira que colhe de uma área e depois vai pra outra área. E vai fazendo uma distribuição das plantas daninhas pelo Brasil inteiro. É um cuidado que o produtor tem que ter e se preocupar um pouco mais.”, explicou. 

Já Rafael Fuentes, secretário da FEBRAPDP, destacou a grande relevância do tema para o Sistema Plantio Direto e a necessidade de se promover esse tipo de reunião. 

“O fórum foi um absoluto sucesso. Tínhamos preparado um evento menor e dada a importância desse tema muito vibrante para a agricultura e o plantio direto, tivemos que aumentar a estrutura. Considero também um sucesso pelo nível da discussão final, a participação dos agricultores, enfim de diversos públicos, enriqueceu muito. Nós tivemos uma sessão de encerramento de aproximadamente 40 minutos, onde fica registrada a importância de a FEBRAPDP continuar promovendo eventos como este.”, afirmou Fuentes.

 

Custo da resistência

Mauro Rizzardi
Mauro Rizzardi
Mauro Rizzardi, agrônomo e professor da Universidade de Passo Fundo (UPF), fez uma abordagem bastante completa sobre a ocorrência de resistência das plantas daninhas em território nacional e no exterior. Segundo ele, o custo médio da resistência no Brasil, somente no sistema soja, chega a R$ 4.92 bilhões ao ano. Especialista no tema, Rizzardi reiterou a eficiência do manejo integrado com aplicação de herbicidas em doses e estágios adequados, rotação de herbicidas com diferentes mecanismos de ação, limpeza de equipamentos, rotação de culturas e de eventos biotecnológicos, rotação de manejo cultural, sementes livres de propágulos de plantas daninhas, dessecação da área e uso de herbicida residual.  

Em seguida, o diretor técnico científico e pesquisador do Instituto Dashen, Ulisses Gandolfo, palestrou sobre tecnologia de aplicação. Especialista no tema, ele explicou que o principal fator de resistência de plantas daninhas é a aplicação mal feita de herbicidas. De acordo com ele, para ter certeza de que o produto atinja o alvo é preciso inspecionar o pulverizador e observar as condições climáticas na hora da pulverização. 

“Espero ter feito o pessoal entender que a máquina é o principal elemento de sucesso ou fracasso de uma pulverização. E espero que esse evento tenha aberto um precedente para que novos eventos que relacionem a resistência de plantas daninhas com a tecnologia de aplicação possam acontecer. Os produtores cobram novas moléculas no mercado, mas não se atentam para a máquina que está fazendo a pulverização. Não adianta uma empresa investir até 20 anos de pesquisa e bilhões de dólares para criar uma nova molécula para o produtor aplicar de maneira errada. A distribuição dessa molécula na área tem que ser uniforme e o principal motivo de isso não acontecer são as máquinas desreguladas. Mesmo que se aplique o melhor herbicida do mundo não vai fazê-lo chegar ao alvo e uma vez que não chega, não controla e fica no ambiente. Então se ficou no ambiente vai gerar um desequilíbrio ambiental gravíssimo. E o principal fator que colabora para a resistência é quando o produto chega ao alvo em pequena quantidade, não é suficiente para controlar a planta e com isso a planta acaba metabolizando esse ingrediente ativo e se alimentando disso, criando resistência a essa molécula. Antes de pensar no melhor herbicida, adjuvante, na melhor máquina, tem que virar os olhos para a forma que está fazendo a aplicação.”, concluiu Gandolfo. 

Calibração de Máquina - Foto de Ulisses Gandolfo













No período da manhã, as empresas Adama, Dow, Microgeo e Penergetic por meio de seus representantes Juares Rupel Filho, Caio Rossi, Kauê Ferreira e Gustavo Sachsida apresentaram tecnologias, alternativas e soluções para os produtores. Daniel Petreli da Jacto fez uma demonstração dinâmica sobre tecnologia de aplicação e demonstração de pontas complementando a palestra do Ulisses Gandolfo. 

Durante a tarde, por meio de demonstrações no campo realizadas pelos pesquisadores do IAPAR - Ademir Calegari, Ronaldo Hojo e Francisco Skora - os participantes conheceram a importância da diversificação, rotação de culturas e plantas de cobertura para manejo de plantas daninhas. 




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