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FEBRAPDP, APDC e ABCBio criam grupo nacional de apoio ao Controle Biológico


Workshop sobre CB reúne especialistas na AgroBrasília 2017

 

 

Da redação FEBRAPDP

 

Público do Workshop
Público do Workshop

Lotação esgotada no Workshop sobre Controle Biológico de Pragas e Doenças nas Culturas, que aconteceu na última quarta-feira, 17 de maio, durante a AgroBrasília 2017 – Feira Internacional dos Cerrados, no Distrito Federal. Promovido por meio de uma parceria entre a ABC Bio - Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico, e a APDC - Associação de Plantio Direto do Cerrado, com o apoio da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP), o evento marcou o surgimento de um grupo de fomento à disseminação do Controle Biológico (CB) em todo o país, que deverá contar a adesão das empresas do setor.

Pesquisador pioneiro do Plantio Direto no país e diretor da FEBRAPDP, John Landers, sugeriu uma ação conjunta entre empresas e entidades da área para divulgar os benefícios da técnica e incrementar o mercado. O agrônomo comparou os desafios da expansão do Controle Biológico nas propriedades às dificuldades enfrentadas para a implementação do Sistema Plantio Direto, nos anos 90. 

“Sugiro que se utilize a FEBRAPDP porque tem a confiança dos agricultores, e a percepção do agricultor é importante. A disseminação dessa tecnologia precisa de várias ações para aumentar o mercado; além de eventos promocionais estamos precisando de treinamento e campanhas. Precisamos levar a importância do CB para o público, mostrar a segurança alimentar, a redução da periculosidade nas lavouras. Precisamos mostrar aos produtores que é possível reduzir os custos. E, sobretudo, para conseguirmos o apoio público precisamos trabalhar a imagem do produtor rural. O público em geral não entende o quanto o agricultor brasileiro aumentou sua consciência ambiental nos últimos anos.”, afirmou. 

Gustavo Herrmann, presidente da ABCBio, comentou alguns entraves, como as pouquíssimas recomendações de Controle Biológico por parte dos consultores técnicos. Ele também propôs a formação de um grupo nacional pré-competitivo de empresas para avaliar e promover ações regionalizadas para atender às diversas demandas do desenvolvimento e adoção da tecnologia.  

“É muito importante a gente aproveitar essa experiência do Plantio Direto, que deu certo lá atrás e pode dar certo com o CB. A ABCBio não tem alcance nacional ainda; já tem um bom número de empresas mas é uma associação pequena que concentra seus trabalhos entre São Paulo e Brasília, muito mais na parte regulatória que ainda tem muito que avançar no Brasil. A ideia do grupo pré-competitivo para as empresas se aliarem para fazer eventos e campanhas regionais e nacionais, casa com essa demanda da ponta, de a gente diferenciar as empresas e levar conhecimento para o cliente final, o agricultor, usando também a rede de distribuição que todas as empresas têm. Com todas as empresas bancando isso conjuntamente, a gente chama quem quer para passar a mensagem, mostrar, de repente uma dinâmica de campo, uma palestra. Esse é o caminho, é o pontapé de um negócio que pode mudar o nível de adoção do CB no Brasil. O encaminhamento agora é fazer um documento oficial em nome das duas associações convidando as empresas e a partir daí a gente conceber uma lista de ações nacionais e regionais em prol da ideia.”, conclui.

Presidente da FEBRAPDP, Alfonso Sleutjes, acompanhou as atividades do dia e reforçou o apoio à criação do grupo pré-competitivo para disseminação do Controle Biológico.

Representantes das empresas, John Landers, Alfonso Sleutjes e Gustavo Herrman
Representantes das empresas, John Landers, Alfonso Sleutjes e Gustavo Herrman













Tecnologia

Com palestras variadas acerca do tema, a reunião contou com a colaboração de diversos especialistas, que abordaram avanços, expectativas, princípios e práticas da tecnologia ao longo do dia. Alexandre de Sene Pinto, professor do Centro Universitário Lacerda Moura falou sobre a importância dos avanços tecnológicos para a consolidação do Controle Biológico.

“Sem dúvida alguma, os drones entraram para colaborar com o CB, porque facilita demais para fazer a liberação; não ter que usar humanos, mão de obra que quase sempre é o custo mais alto. E também as novas máquinas de monitoramento que auxiliam na decisão sobre o momento para aplicar. Então, com o avanço dessas máquinas, drones, narizes eletrônicos e agribolts, a gente vai ter maior precisão da hora de entrar com o CB, seja microorganismo ou macroorganismo. O público tá interessado, tá buscando informação e quer se especializar.”

Já Celso Tomita, engenheiro agrônomo e consultor da Associação Brasileira de Agricultura Sustentável, ressaltou a importância de se analisar o sistema produtivo como um todo. Segundo ele, é preciso rever os conceitos e atentar para a sustentabilidade do agroecossistema.

“O manejo de solo com cobertura morta ou com SPD é pra fazer o manejo da erva daninha e o controle de doenças e pragas. Quando se maneja o sistema a planta não fica doente, não tem excesso de água, tem um bom dreno, segura bem a água e tem a qualidade de produção. É um conjunto, não é só o controle biológico; não é só o manejo cultural da planta; não é só a parte integrada; é todo o conjunto trabalhado. Tem inspeção, monitoramento, análise, diagnóstico, economia de água, cobertura morta, adubação, tem vários fatores aplicados para o sistema andar bem. Se eu trabalhar só um, seria trocar os elementos químicos pelos biológicos. Não é isso, é preciso analisar o sistema todo e atuar pontualmente em cada um dos elementos para que tenha a maior eficiência de produção”.

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