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Ativação biológica do solo evita perdas de produtividade

 


Pesquisador destaca importância de manejos que preservem e melhorem a qualidade estrutural do solo


 


Da Redação FEBRAPDP 



Imagem: Embrapa


A melhor opção para melhorar a qualidade estrutural do solo não é usando implementos agrícolas, mas sim ativando-o biologicamente. Foi isso que o pesquisador Henrique Debiasi, da Embrapa Soja, fez questão de destacar em sua palestra durante o Vale Direto Show, realizado na última semana em Assis, SP. O evento serviu para comemorar os dez anos do Fórum sobre Sistema Plantio Direto e os vinte anos da APDVP – Associação de Plantio Direto do Vale Paranapanema.


O foco da abordagem foi a degradação física do solo. A destruição estrutural do solo é um dos principais fatores associados não somente à perda de produtividade na soja e no milho, mas também ao aumento dos processos erosivos com consequentes impactos negativos sobre o meio ambiente. Em suma, solos desagregados podem representar perdas da mesma forma que os solos compactados.  Saber disso é fundamental na hora de tomar decisão da prática para melhorar a qualidade estrutural desse solo.


“Pensar em descompactar um solo usando preparos significa desagregar excessivamente o solo. Então se por um lado se diminui a compactação, por outro eleva-se a desagregação e isso pode trazer prejuízo. Dessa forma, manejar compactação do solo com o uso de escarificadores ou outro tipo de preparo do solo não é a melhor alternativa porque eles desagregam o solo, o que também representa uma modalidade de desestruturação ou degradação física deste solo”, frisou.


Ativação biológica


A melhor opção, de acordo com o pesquisador, é trabalhar o solo biologicamente. Em outras palavras, melhorar a vida ali presente, dando condições para que os microrganismos existentes trabalhem e assim ativem o solo do ponto de vista biológico.


“Essas condições são dadas pela palha e raiz, então a gente precisa ter sistemas de produção mais diversificados e pautados pela produção dessa matéria orgânica. Haverá, então, estímulo à biologia do solo e, com isso, formação de uma estrutura agregada porosa capaz, não apenas de dar uma boa infiltração de água no solo, mas também de reter essa água”, afirma.


Para a região de Assis, bem como para muitas outras, a integração com espécies forrageiras tropicais, sejam solteiras ou consorciadas com milho no período da entressafra, é a melhor alternativa para criar alternativas biológicas, manter e melhorar a qualidade estrutural do solo.


“Temos resultados mostrando que, em 80 dias, as raízes da braquiária podem atingir de 2 a 2,5 metros de profundidade; ou seja, um crescimento diário de quase 3 centímetros de raiz em profundidade. São raízes bastante abundantes capazes de explorar o perfil de uma forma mais abrangente, gerando bioporos, que serão utilizados para crescimento radicular da soja na sequência e também para infiltração e retenção de água. É a melhor situação para recuperar fisicamente o solo, conservando o ambiente, aumentando a produtividade, e, principalmente, estabilizando a produtividade face à ocorrência de déficit hídrico”.


O Vale Direto Show teve o apoio da FEBRAPDP, Embrapa, Fundação Agrisus, Prefeitura de Assis, CATI, APTA e tratou ainda sobre a difusão de tecnologia e a sustentabilidade na agricultura.


 



Bertola Orlandi (Presidente da APDVP) e Jônadan Ma (Presidente da FEBRAPDP), ao centro, no Vale Direto Show.

Redação FEBRAPDP - 21/09/2018 - 10:49:03


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